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Célula que vai do intestino ao cérebro está ligada à esclerose múltipla


Manter a saúde do intestino em dia não funciona apenas para evitar dores de barriga. 

Isto porque cientistas vêm descobrindo uma grande importância das células e bactérias presentes no nosso intestino para regular várias funções do corpo. O que não se sabia até então é que a região origina células plasmáticas capazes de atenuar os surtos de esclerose múltipla.  

Cientistas norte-americanos descobriram que as células plasmáticas, tipos de células de defesa que produzem anticorpos, estavam presentes no sistema nervoso central de quem tinha esclerose múltipla.  

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que prejudica este sistema. É como se o próprio corpo atacasse células saudáveis e lesionasse a mielina, espécie de capa que recobre as células nervosas do cérebro, medula e nervo óptico.

Os cientistas buscavam descobrir de onde vinham estas células plasmáticas e qual sua função na doença. A partir de estudo com ratos, foi possível entender que, durante os surtos de esclerose múltipla, o intestino estava com quantidade reduzida destas células. Além disso, descobriram que havia redução nas bactérias fecais ligadas ao anticorpo IgA nestes pacientes durante o período de remissão. Isso levou a entender o papel deste anticorpo na remissão das crises, que é o objetivo de quem trata a doença.

Assim, a abundância de IgA e de células plasmáticas que produziam este anticorpo no intestino aumentou a resistência destes ratos às crises, já que era levado ao cérebro e reduzia a resposta autoimune, do corpo contra o corpo. E isso pode ser a chave para um tratamento em humanos também.

"Mostrar que células plasmáticas que produzem IgA podem migrar do intestino para o cérebro pode ser o primeiro passo em busca de produzir novos tratamentos para controlar ou acabar com a esclerose múltipla e outras doenças neurológicas relacionadas", explica Sergio E. Baranzini, professor da Universidade da Califórnia, São Francisco.

Do Viver Bem

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