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Exames de imagem são indicados no estadiamento de pacientes com câncer de pele



São frequentes as campanhas sobre a importância da conscientização sobre o câncer de pele, principalmente quando o assunto é exposição solar. Atualmente ele é um dos mais comuns no Brasil, representando aproximadamente 30% de todos os tumores malignos registrados. Para marcar esse mês de conscientização, foi institucionalizada o Dezembro Laranja, mostrando a importância do diagnóstico precoce do câncer de pele.

“ Há um crescente aumento na incidência do câncer de pele em todo mundo. No entanto, esse aumento não é diretamente proporcional a taxa de mortalidade. Atualmente ela se encontra estável e isso é devido a conscientização das pessoas em procurar um médico assim que surgir algum sinal ou manchas na pele. As lesões, quando tratadas no estágio inicial, tem um prognóstico muito bom”,  afirma o médico radiologista Marcos Miranda Filho.

Para acompanhar de perto a evolução da doença, os exames de imagem são fundamentais.  “O estadiamento e seu follow up são indicados para se determinar a extensão da lesão e sua gravidade, assim como acompanhar ao longo do tempo o surgimento ou regressão de metástases. É parte fundamental do tratamento a ser feito.”, afirma Miranda Filho.

O estadiamento é feito de diferentes maneiras, e depende diretamente da localização do tumor.  Os exames de imagem como raios X, tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassom e PET scan, conseguem dar a informações precisas e necessárias sobre a localização do câncer e sua disseminação. “Quando se tenta delimitar a extensão do câncer, deve-se primeiro observar o tumor primário, bem como o seu tamanho, localização, e se cresceu em áreas próximas. Isso tudo deve ser atrelado a investigação da existência de outros tumores nas proximidades”, conclui Miranda.

O follow up beneficia no que tange o acompanhamento de metástases. “É possível verificar se o câncer se espalhou ou se regrediu após o tratamento, para outras áreas do organismo. Quando ele se espalha para áreas diferentes do tumor primário, é denominado metástase, e isso muda o tratamento”, finaliza.

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