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Obras de Abelardo da Hora são doadas ao governo da Paraíba


O patrimônio de arte deixado pelo escultor pernambucano Abelardo da Hora agora pertence à Paraíba. O governador Ricardo Coutinho esteve, nesta terça-feira (30), em Recife, onde assinou o Termo de Doação das obras do artista ao Estado da Paraíba.

Para abrigar o acervo, avaliado em cerca de R$ 11 milhões, será construído o Memorial Abelardo da Hora, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa.

Atualmente, as obras do artista, que morreu há 4 anos, são preservadas por familiares em um casarão na capital pernambucana. Abelardo da Hora foi escultor, pintor, desenhista e gravador. Ele é reconhecido como um dos mais importantes artistas brasileiros e deixou um acervo com quase 300 peças, entre esculturas, telas e outras obras.



Trajetória de Abelardo da Hora

Abelardo Germano da Hora nasceu em 1924 na cidade de São Lourenço da Mata, em Pernambuco. Cursou Artes Decorativas no Colégio Industrial Professor Agamenon Magalhães. Ingressou na Faculdade de Direito de Olinda e frequentou o Curso Livre de Escultura da Escola de Belas Artes do Recife. Entre 1943 e 1945 foi contratado pelo industrial Ricardo Brennand, para trabalhar na Cerâmica São João, época em que realizou diversos trabalhos com motivos regionais. Entre 1955 e 1956, realizou, para a Prefeitura do Recife, diversas esculturas representativas da cultura popular, entre elas: “Os Cantadores e o Vendedor de Caldo de Cana”, no Parque 13 de maio, “O Sertanejo”, na Praça Euclides da Cunha.

Ele também participou da criação da Sociedade de Arte Moderna do Recife e fundou o Movimento de Cultura Popular. Abelardo ficou conhecido por retratar as mulheres e os temas regionais, se destacando como um dos maiores escultores do século XX em Pernambuco. Entre as obras de Abelardo da Hora estão: “Mulher Deitada”, no Shopping Center Recife; “Mulher Sereia”, no Mar Hotel; “Monumento ao Maracatu”, próximo ao Forte das Cinco Pontas; e “Monumento ao Frevo”, na Rua da Aurora. Ele morreu no dia 23 de dezembro de 2014, em Recife.
Do G1

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