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Morre a apresentadora Graça Araújo


Morreu neste sábado (8), às 12h55, no Hospital Esperança, na Ilha do Leite, Região Central do Recife, a apresentadora da Tv Jornal, Graça Araújo. Ela estava internada desde a noite da última quinta-feira (6), após sofrer uma parada cardíaca numa academia da Zona Sul do Recife.

Segundo Pedro Henrique (foto), seu personal trainer, ela sentiu-se mal enquanto  praticava exercícios na Academia Corpo Livre, em Boa Viagem. Chegou a perder a consciência, quando chamaram o socorro para atendê-la.


Já na unidade hospitalar, a jornalista foi diagnosticada com o quadro de AVC Hemorrágico Extenso e chegou a ser internada, em coma profundo, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas  não resistiu às complicações.

CARREIRA

Maria Gracilane Araújo da Silva nasceu em Itambé, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Aos três anos de idade foi morar com a família em São Paulo onde estudou em escolas públicas. Teve toda sua formação escolar e acadêmica em São Paulo, numa época em que muitos nordestinos migravam para a região sul e sudeste. Formou-se em Jornalismo, em 1987, fez planos de voltar a Pernambuco em busca de experiência profissional.


A jornada profissional começou cedo. Tinha que ajudar a família. “Trabalhei como embaladora de enxoval de bebê, em uma fábrica de brinquedos e até em banco”, disse em seu blog.

O interesse pela área da comunicação surgiu na época em que trabalhava como secretária de uma revista. “Antes eu queria ser médica, como todo filho de família pobre que quer ajudar as pessoas. Mas achei no jornalismo a oportunidade de trabalhar o compromisso social”, revelou Graça.


Após a formatura foi para o Recife fazer um estágio e depois voltar pra São Paulo. Acabou ficando. O início da carreira se deu no radiojornalismo na Rádio Clube como repórter.


Passou um período se dedicando apenas à televisão. Cobriu as férias da apresentadora do programa TV Mulher, da Rede Globo, por um mês. A partir de então passou pela TV Manchete, TV Pernambuco e TV Jornal, onde é atualmente âncora do TV Jornal Meio Dia. Na afiliada do SBT na capital pernambucana começou como chefe de reportagem.



Há 20 anos trabalhava na TV Jornal, afiliada do SBT na capital pernambucana. Começou como chefe de reportagem depois passou a apresentar o Jornal do Meio-dia de segunda a sexta, às 11h40. Na hora do almoço, o telespectador ficava sabendo das principais notícias de Pernambuco: os fatos do dia, além das denúncias de problemas e a cobrança de soluções, em quadros como o Boca no Trombone.



Em 2008 o rádio voltou a fazer parte da sua atividade profissional. Surgiu o convite para integrar a Rádio Jornal – pertencente ao Sistema JC de Comunicação – e apresentar o programa Rádio Livre e o Consultório de Graça. Quando a Rádio Jornal mudou para a frequência modulada, o alcance do programa cresceu ainda mais. Na emissora também participava do quadro Passando a Limpo, onde ela juntamente com Geraldo Freire, Wagner Gomes e Rafael Souza, comentava e dava sua opinião sobre os assuntos mais relevantes do dia.


Em fevereiro de 2010 recebeu o título de Cidadã do Recife da Câmara Municipal. O projeto de lei foi uma iniciativa do vereador Aerto Luna (PRP). Antes já havia sido homenageada com a Medalha José Mariano.

Eleita em 2015 entre os ‘+Admirados Jornalistas Brasileiros’ estava no destaque dos 10 mais admirados da Regional Nordeste. A votação é uma realização do Jornalistas & Cia em parceria com a Maxpress.

ROTINA

Graça Araújo tinha uma rotia bastante atarefada. Acordava sempre às 5h e começava logo  a ler os jornais, ainda em casa. Às 6h 15, tinha reunião de pauta por telefone. Ás 8h, chegava à emissora para preparar o Jornal do Meio-Dia. 

“Considero a televisão um boeing. Se você não souber conduzir, o telejornal pode declinar”, destacou Graça.

A vontade de engrenar na profissão era um sonho concretizado pela jornalista.


Uma das vontades de Graça era ser correspondente internacional. “Queria ser correspondente internacional antes. Mas, hoje, eu me contentaria em participar de um projeto de rede nacional daqui de Recife mesmo.” 

Classificava o conteúdo do telejornalismo local como apelativo. “A televisão está em busca de audiência. A qualidade dos nossos profissionais é excelente, mas os telejornais daqui estão explorando muito a área policial”, dizia.


“O bom jornalismo precisa de disposição, de investimento e estrutura. O nível do jornalismo no âmbito nacional vai melhor quando o nosso povo tiver uma alimentação e uma boa educação”, ressaltou em uma de suas entrevistas.

Com informações do Estagiário Social 1, Observatório da Imprensa e Twitter
Fotos: NE10, Youtube, reprodução da internet

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