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Primeira audiência será em maio


O motorista responsável pelo grave acidente que resultou na morte de três pessoas, incluindo uma gestante, e deixou outras duas gravemente feridas, em novembro passado, o universitário João Victor Ribeiro de Oliveira, de 26 anos, será levado à primeira audiência de instrução sobre o crime de trânsito no dia 7 de maio de 2018. O Tribunal de Justiça de Pernambuco marcou a sessão para as 9h10, na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

João Victor é estudante de engenharia e foi autuado em flagrante por duplo homicídio e três lesões gravíssimas, com dolo eventual (quando se assume o risco de matar). No entanto, o indiciamento foi agravado após a morte cerebral de outra vítima. Após o acidente, ele foi submetido ao teste de bafômetro, que identificou uma concentração de 1,03 ml de álcool por litro de sangue, três vezes mais que o permitido, e estava a 108 km/h. Na via, a velocidade máxima permitida é 60 km/h. Durante o levantamento de documentos, foi identificado ainda que possuía mais de 10 multas referentes ao avanço de sinal e dirigir em alta velocidade.

Segundo os amigos, ele era conhecido por ser festeiro, dependente químico desde a adolescência e gostava de fazer racha pelas ruas do Recife. Morava em Casa Caiada, em Olinda, e passava mais tempo em shows e casas de eventos do que estudando, disseram os colegas na época.

RELEMBRE O CASO
O trágico acidente aconteceu por volta das 19h30 do domingo, dia 26 de novembro. Em alta velocidade e embriagado, o estudante - que dirigia um Ford Fusion, placas NMN-3336 - ultrapassou um sinal vermelho e colidiu com uma Toyota RAV4, placas OEZ-4943. No carro, estava o advogado trabalhista e contador Miguel Arruda da Motta Silveira Filho, de 46 anos, a esposa dele, advogada e a servidora do Poder Judiciário Maria Emília Guimarães, de 39 anos, Marcela Guimarães Motta Silveira, de cinco anos, o pequeno Miguel Neto, de apenas quatro anos, ambos filhos do casal, e a babá Roseana Maria de Brito Souza, 23, que estava grávida de quatro meses e tinha uma filha de dois anos. Somente o advogado e a filha Marcela sobreviveram.

Do DP

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